quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Escoteiro

O Dia Mundial do Escoteiro é comemorando em todo o mundo no dia 23 de abril. O movimento foi fundado pelo britânico Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, com o objetivo de tornar meninos cidadãos exemplares. O escoteiros tem diversos lemas, como "estar sempre alerta para ajudar o próximo e praticar diariamente uma boa ação".
Os escoteiros prezam a natureza e as atividades ao ar livre como exercícios, excursões e acampamentos, e têm como finalidade serem sadios para desenvolver noções de dever com a Pátria e para com o próximo.
O Dia Mundial do Escoteiro também é conhecido simplesmente como Dia do Escoteiro, ou Dia do Escotismo.

Origem do Dia Mundial do Escoteiro

O Dia Mundial do Escoteiro é celebrado no dia 23 de abril em homenagem ao padroeiro dos escoteiros, São Jorge. São Jorge é conhecido como um santo guerreiro, uma vez que ele foi soldado de cavalaria, e logo cedo ficou conhecido por sua bravura. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell que escolheu São Jorge para ser o padroeiro dos escoteiros, por o considerar um modelo a ser seguido, pois São Jorge "fez o melhor que pode e, conseguiu superar uma dificuldade que ninguém ousara enfrentar".





Drone brasileiro para monitoramento de águas.

Monitoramento de águas.
Com os reservatórios de água nos menores níveis da história em algumas partes do Brasil, cresce a preocupação em monitorar melhor a quantidade de água armazenada, minorando os prejuízos para a população.
A proposta de uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) é automatizar a tarefa usando veículos aéreos não tripulados (VANTs) - mais conhecidos como drones ou cópteros.
A ideia é capturar imagens difíceis de obter em campo e por satélite e, assim, preencher uma lacuna existente no sistema de sensoriamento remoto.
"O drone pode voar abaixo das nuvens logo após uma chuva forte, por exemplo, e registrar a movimentação de sedimentos na água, coisa impossível de ser vista das estações terrestres e orbitais," disse o professor Henrique Roig, um dos responsáveis pelo projeto.
Assim, haverá ganhos também na resolução das imagens, já que os cópteros vão "ver" tudo mais de perto, permitindo seu uso também para monitoramento de vazamentos de petróleo e outros produtos químicos.
Batizado de AquaVant, o veículo robótico será desenvolvido em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento (IRD) e com as universidades federais do Amazonas (Ufam) e do Ceará (UFC).

O protótipo pesa 2,5kg e tem um metro de diâmetro, podendo voar a altura máxima de 150 metros.

Drone das águas.
"Drones existem às centenas, mas quase todos estão voltados para segurança, mapeamento territorial e agricultura de precisão," observa o professor.
Assim, a principal parte do trabalho não será exatamente desenvolver um veículo robótico, mas verificar qual tipo de aeronave se adequa melhor para levar o equipamento necessário para o tipo de observação que se tem em mente.
O projeto inicial prevê uma carga útil com cerca de 700 gramas, consistindo principalmente de câmeras multi e hiperespectrais - uma câmera hiperespectral registra 232 pontos em um único disparo.
"Nosso trabalho é descobrir qual das aeronaves servirá melhor para o transporte das câmeras e, assim, obter os resultados desejados", diz Roig.
Os primeiros testes estão sendo feitos com cópteros de seis e oito hélices. Os vários eixos de motor proporcionam mais equilíbrio à aeronave. A expectativa é que aeronaves de asas fixas sejam usadas para sobrevoar áreas maiores no futuro.
O protótipo pesa 2,5kg e tem um metro de diâmetro, podendo voar a altura máxima de 150 metros. A autonomia de voo é de até 30 minutos - o tempo de duração da bateria varia de acordo com o peso dos sensores transportados.


FONTE -  SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Drone brasileiro para monitoramento de águas. 16/04/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=drone-brasileiro-monitoramento-aguas. Capturado em 23/04/2014.

domingo, 20 de abril de 2014

A 105 anos de idade, Jean Touzot (F8IL) fora do ar.


Jean Touzot foi amadores seniores. Por 105 anos, ele se aposentou ondas por motivos de saúde. Reunião com a radiotelegrafia apaixonado.
"Eu ganhei, eu parei tudo." Por 105 anos, o Albigensian Jean Touzot encerrou sua carreira amadora. Imobilizada em um sofá por causa de problemas de saúde, ele não pode usar o seu transmissor de rádio para se comunicar em código Morse com o mundo, como fez em 1936.



Em sua sala de estar com paredes acolchoadas de fotos de família, ele diz: "Eu aprendi o código Morse em 2 meses durante o meu serviço militar no Regimento de Engenharia 28 em Montpellier. É uma linguagem universal ". Da garagem de sua pequena casa Albigensian, ele percorreu o mundo com o seu antepassado internet: Índia, Japão, Camboja, EUA, Nova Zelândia ... Seu tema favorito de discussão com seus interlocutores, por outro fim do mundo? "O tempo, ainda estamos falando sobre isso! Mas nunca a política ou religião, pode perturbar. "
A estrela entre amador
Entrevistas, medalhas, parabéns de todo o mundo; quando Jean Touzot celebrou o seu 100 º aniversário em 2009, mudou-se para o estrelato da telegrafia. Ele chegou a ser oferecido um único morse ", criado especificamente para (ele)", ele exibe com orgulho na frente de sua filha Perrette. E, mas, mesmo que seja com um grande sorriso que mostra o rádio de seu pai, que ele nunca conseguiu transmitir o vírus. "Meu irmão e eu, nunca entendeu nada sobre isso", ela ri.
Touzot quando John anunciou que estava deixando as ondas de rádio por causa de sua saúde, ele recebeu muitas homenagens que tocaram. "Mas eu não posso ir, eu tenho as mãos trêmulas, ele me faz fazer erros" é ele irritante. Então, para passar o tempo, ele palavras cruzadas. Mas, afinal, ele diz maliciosamente: "Não deve me excita muito para mim de novo de qualquer maneira!"
Telegrafia, o precursor da Internet
Se hoje a telegrafia é um hobby, ela já tinha um propósito real. É possível enviar mensagens a uma grande distância através de códigos de comunicação. "Pode ser usado para os navios em perigo, por exemplo", explica Jean Touzot. "A internet tem nos mordido", ele ri. "Só que não há necessidade de aprender o código Morse, é muito mais fácil."
 


 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Mortes por raio a maior parte é no campo.

Na matéria exibida um engenheiro elétrico aborda a importância dos para-raios e que sua cobertura é o dobro do comprimento, de maneira que se um para raio está a uma altura de 50 metros ele irá proteger um raio de 100 metros em volta do seu ponto. Para nós radioamadores isso é de suma importância pelo fato do crescimento das antenas de telefonia.

 

Globo Rural mostra que a maioria das mortes por raios acontece no campo. 

Programa exibe depoimento de agricultora que já foi atingida por dois raios.

O Globo Rural deste domingo (23/03/2014) mostra que 60% das mortes provocadas por raios acontecem na área rural. O repórter César Dassie fala sobre as medidas para proteger o gado em casos de tempestade e traz o depoimento de uma agricultora que foi atingida por dois raios. A reportagem foi gravada no Vale do Paraíba, em São Paulo, com a presença de profissionais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Outro tema abordado no programa é o cultivo de algas no Ceará. A reportagem de José Hamilton Ribeiro mostra uma comunidade de pescadores que as cultivam para explorá-las sem prejudicar o meio-ambiente. Eles utilizam um sistema que aproveita as algas para produzir gelatina e cosméticos e contam com o apoio de uma organização não governamental.


















Curso de DX para iniciantes e contestes.

Parabéns a Labre SP pelo exemplo de organização e incentivo ao radioamadorismo.


CURSO DE DX PARA INICIANTES
Ministrado por Marcelo Motoyama PY2FN na sede da LABRE-SP em 20/03/2014 - Dedicado a principiantes e praticantes do radioamadorismo que não pratiquem o DX ou até mesmo não estejam familiarizados com dicas e técnicas para uso de programas, sites e objetivos essenciais para pratica do DX.

LINKS CITADOS NO CURSO:
QRZ - www.qrz.com
LOTW - www.arrl.org/lotw
CLUBLOG - www.clublog.org

PROGRAMAS DE LOG:
LOGGER 32 - www.logger32.net
DX4WIN - www.dx4win.com
HRD - www.ham-radio-deluxe.com
LOG4OM - www.pisto.it/wordpress/log4om-en/

LINKS ÚTEIS:
ADXO NG3K - www.ng3k.com
E-QSL - www.eqsl.cc
K1BV DX AWARDS - www.dxawards.com

Organização: Valter PY2II - Dir. Palestras e Eventos
LABRE-SP - www.labre-sp.org.br




 PALESTRA PY2FN - DX PARA INICIANTES - LABRE-SP




 Ciclo de encontros LABRE-SP 2014 - Palestra ministrada por PY2EL Ricardo sobre Contestes e DX em 15/03/2014 na Sede da LABRE-SP - Primeira parte
 
 PALESTRA PY2EL - CONTESTES E DX - PARTE 1



 Ciclo de Encontros LABRE-SP 2014 - Palestra ministrada por PY2EL Ricardo sobre Contestes e DX em 15/03/2014 na Sede da LABRE-SP - Segunda e última parte.
 
PALESTRA PY2EL CONTESTES E DX - PARTE 2




Fonte - Canal TV Labre SP - https://www.youtube.com/user/TVLABRESP/videos

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nanossatélite brasileiro pronto para ir ao espaço.

O segundo nanossatélite brasileiro e primeiro Cubesat nacional, o NanosatC-BR-1, será levado ao espaço em maio próximo pelo foguete russo DNPER.
De acordo com os pesquisadores Otávio Durão e Nélson Schuch, do INPE, o lançamento pode ser antecipado para abril, uma vez que a Agência Espacial Brasileira (AEB) já liberou os recursos necessários para a finalização, lançamento e operação do NanosatC-BR-1.
Os últimos testes com o modelo de voo - o satélite sem os painéis solares e antenas - serão realizados em Fevereiro, o que abre a possibilidade da antecipação do lançamento.
Cubesat brasileiro
O NanosatC-BR-1 é um pequeno satélite científico (pouco mais de um quilograma) e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria pelo INPE e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O destaque tecnológico desta missão é o teste em ambiente espacial de um circuito integrado projetado na UFSM e fabricado por uma indústria brasileira.
Ele também levará ao espaço dois instrumentos científicos, um magnetômetro e um detector de partículas de precipitação, para o monitoramento em tempo real do geoespaço.
Os instrumentos permitirão o estudo da precipitação de partículas cósmicas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional, com vistas a determinar seus efeitos em regiões como a da Anomalia Magnética no Atlântico Sul (Sama, sigla em inglês) e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.
A Sama é uma "falha" do campo magnético terrestre nesta região, que fica sobre o Brasil, explica Durão. Como consequência desta anomalia, há um maior risco da presença de partículas de alta energia na região, que podem afetar as comunicações, redes de distribuição de energia, os sinais de satélites de posicionamento global (como o GPS), ou mesmo causar falhas de equipamentos eletrônicos como computadores de bordo.
O primeiro nanossatélite nacional foi o Unosat-1, das universidades Norte do Paraná (Unopar) e Estadual de Londrina (UEL), que foi destruído no acidente com o VLS-1 no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em 2003.

O NanosatC-BR-1 é um pequeno satélite científico com pouco mais de um quilograma. [Imagem: AEB]

O segundo Cubesat do programa, o NanosatC-BR-2, está em fabricação e a expectativa é de que ele seja lançado em 2015.
Nanos satélites
A Estação Terrena de Santa Maria, que monitorará o cubesat em órbita, e a que fica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), já estão em operação, recebendo dados de vários cubesats lançados por outros países.
Para Durão, a tendência é de que o incremento do segmento de nanos satélites continuará em aceleração, "pois sua produção e desenvolvimento são rápidos, porque muitos dos componentes são ofertados por diversas empresas de vários países, facilitando a aquisição" - são os chamados componentes de prateleira.
Outra vantagem é que o custo para a produção de nanos satélites é baixo em relação aos satélites de grande porte, e eles podem desempenhar várias das funções dos seus equivalentes maiores.
Além da exigência de menos recursos, a difusão de informações entre as instituições de pesquisa e ensino permite que cada vez mais países tenham seus cubesats. Na América Latina, têm esses equipamentos a Argentina, o Equador, o Peru e a Colômbia, cujo nanossatélite é o mais antigo do continente em operação.



Fonte -  SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Nanossatélite brasileiro pronto para ir ao espaço. 28/01/2014. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanossatelite-brasileiro. Capturado em 25/02/2014.

Satélites a tecnologia que nos rodea.

Esse é um satélite de comunicação complexo mas não podemos deixar de mencionar que o Junior de Castro PY2BJO construiu o seu próprio satélite e com recursos próprios.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasileiros criam rede de sensores sem fios para monitorar Amazônia.

Redes de sensores
Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) desenvolveram uma rede de sensores sem fios capaz de monitorar, em tempo real, a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar e a pressão atmosférica.
Marcel Salvioni e Fabiano Fruett tiveram como foco o monitoramento da Floresta Amazônica, onde foram realizados vários testes com a tecnologia.
Salvioni explica que, embora o monitoramento da Amazônia já aconteça, ele é feito por sensores com fios, de difícil transporte e montagem. Além disso, os sistemas e equipamentos usados atualmente são importados e possuem custo elevado.
Já a rede de sensores sem fios permite criar um sistema de monitoramento de baixo custo, fácil instalação e capaz de disponibilizar as medidas dos sensores na internet, em tempo real.
O protótipo é composto por quatro nós sensores e um nó coordenador - enquanto os nós disponíveis no mercado chegam a custar US$446,00 cada um (cerca de R$1.800,00 com impostos), os protótipos desenvolvidos custaram aproximadamente R$400,00.
"Temos todo o controle de hardware e software do nó. Podemos abri-lo, melhorá-lo constantemente, incorporando novas funções," disse o professor Fruett.
Além disso, aponta o pesquisador, os sensores desenvolvidos por eles possuem potencial de adaptação para os mais diversos fins, bastando apenas variar os sensores instalados em cada nó.
Já existem redes de sensores, por exemplo, projetadas para monitorar airrigação e o comportamento de culturas agrícolas, além da integridade estrutural de aviões e até o funcionamento de fábricas.

Protótipo de nó sensor desenvolvido pelos pesquisadores da Unicamp e UFAM para monitoramento ambiental.[Imagem: CTI]

Nacionalização
Lembrando os casos recentes de espionagem feita pelos EUA e Grã-Bretanha, o professor Fruett enfatiza a importância de se proteger não apenas os bens naturais do Brasil, mas também os dados ambientais coletados aqui.
"A gente acaba comprando estações meteorológicas importadas e será que elas garantem que os dados coletados estão servindo somente a nós?", argumenta.
O objetivo da equipe é nacionalizar todos os componentes importados usados no protótipo com vistas à comercialização da rede de sensores.
Outra possibilidade, já em estudos pelo grupo do qual os pesquisadores fazem parte, é a criação de mecanismos de colheita de energia, que permitam que os nós e sensores captem a energia para seu funcionamento do próprio ambiente, dispensando as baterias.


FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Brasileiros criam rede de sensores sem fios para monitorar Amazônia. 04/12/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=rede-sensores-sem-fios-monitorar-amazonia. Capturado em 12/12/2013. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sonda que irá pousar em cometa prestes a acordar.


A sonda Rosetta não irá se contentar em surfar na cauda do cometa - ela vai pousar de fato. [Imagem: ESA/AOES Medialab]



Pouso no cometa
A sonda espacial Rosetta, lançada pela ESA há quase 10 anos, está prestes a acordar de sua hibernação e começar sua caça ao cometa.
A Rosetta foi lançada em 2 de Março de 2004 e, através de uma série complexa de acelerações gravitacionais - três sobrevoos pela Terra e uma por Marte - seguiu viagem em direção ao seu destino: o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Pelo caminho, ela captou imagens de dois asteroides, Steins, em 5 de Setembro de 2008, e Lutetia, em 10 de julho de 2010.
O nome Rosetta vem da famosa Pedra de Roseta, a partir da qual se conseguiu decifrar os hieróglifos egípcios, cerca de 200 anos atrás. Da mesma forma, os cientistas esperam que a sonda Rosetta consiga lançar uma luz sobre os mistérios e a origem do nosso Sistema Solar.
Ao estudar a natureza de um cometa, com um orbitador e um módulo robótico de pouso, a missão Rosetta poderá revelar muito sobre o papel dos cometas nessa evolução.
Acredita-se que os cometas sejam os blocos primitivos de construção do Sistema Solar e, provavelmente, a fonte de boa parte da água na Terra, talvez até trazendo para a Terra os ingredientes que ajudaram no desenvolvimento da vida.
A sonda Rosetta consiste de uma caixa de três toneladas e três metros de altura, com painéis solares medindo 14 metros. Na caixa estão um módulo de órbita e outro de pouso.
O módulo robótico que deverá pousar no cometa mede um metro de comprimento por 80 centímetros de altura.
Dormindo no espaço
Em julho de 2011 a Rosetta foi posta em modo hibernação para a parte mais fria e distante da viagem, a cerca de 800 milhões de quilômetros do Sol, perto da órbita de Júpiter.
A sonda foi orientada com os seus painéis solares virados para o Sol para que pudessem receber o máximo de luz solar possível, sendo ainda posta numa rotação lenta para manter a estabilidade.

O módulo robótico que deverá pousar no cometa mede um metro de comprimento por 80 centímetros de altura. [Imagem: ESA/AOES Medialab]

Agora, com o cometa e a própria sonda já na viagem de regresso ao Sistema Solar interior, a equipe da Rosetta prepara-se para religar seus equipamentos. Na verdade, o religamento será automático, feito por um relógio interno, marcado para despertar às 10:00 GMT de 20 de janeiro de 2014 - por volta das 07:00 da manhã no Brasil, dependendo do local por causa do horário de verão.
Quando acordar, a Rosetta irá primeiro aquecer seus instrumentos de navegação e depois terá de parar de rodar, apontando a sua antena principal em direção à Terra, para que a equipe em terra saiba que ela ainda está viva.
"Não sabemos exatamente quando é que a Rosetta fará o primeiro contato com a Terra, mas não esperamos que seja antes das 17:45 GMT do mesmo dia," diz Fred Jansen, o responsável pela missão na ESA (Agência Espacial Europeia).
Encontro com o cometa
Depois de acordar, a Rosetta ainda estará a cerca de nove milhões de quilômetros do cometa. À medida que se aproxima, os 11 instrumentos na sonda e os 10 no módulo de aterragem serão ligados e verificados.
No início de maio, a Rosetta estará a dois milhões de km do seu alvo e, no final do mês, fará uma manobra essencial para se alinhar para o encontro com o cometa em agosto.
As primeiras imagens de um distante 67P/Churyumov-Gerasimenko devem chegar em maio, o que irá melhorar de forma extraordinária os cálculos da posição e da órbita do cometa.
Quando estiver mais próxima, a Rosetta irá capturar milhares de imagens que fornecerão mais detalhes sobre as principais características do cometa, a sua velocidade de rotação e a orientação do eixo de rotação.


FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Sonda que irá pousar em cometa prestes a acordar. 10/12/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sonda-ira-pousar-cometa. Capturado em 11/12/2013. 

sábado, 30 de novembro de 2013

Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita.

Mísseis em missão de paz
Um antigo míssil nuclear, fabricado em 1984 na antiga União Soviética, bateu o recorde de quantidade de objetos lançados simultaneamente ao espaço.
O foguete DNEPR, convertido para missões de paz, foi lançado a partir de um silo de míssil nuclear também convertido em plataforma de lançamento espacial, em Dombarovsky, na Rússia.
Foram levados com sucesso ao espaço nada menos que 32 satélites, a maior parte CubeSats, pequenos satélites de pesquisa do tamanho de uma caixa de sapatos ou menores.
O recorde foi batido apenas alguns dias depois de um foguete Minotauro 1, dos Estados Unidos, haver colocado em órbita 29 CubeSats.
E mesmo o recorde russo não deverá permanecer muito tempo, na medida que cresce o interesse pelos CubeSats.
Com a miniaturização dos equipamentos eletrônicos e dos sensores, os minúsculos satélites, que geralmente são cubos com apenas 10 centímetros de cada lado, tornaram-se plataformas interessantes de observação, sobretudo para universidades.


Menor satélite espacial já lançado
O foguete DNEPR tinha como carga principal o satélite DubaiSat-2, dos Emirados Árabes Unidos, uma plataforma de observação da Terra pesando 300 kg.
Já o PocketPUCP-Sat, da Universidade Católica do Peru, tornou-se o menor satélite artificial já colocado em órbita, medindo 8 centímetros e pesando 97 gramas - ele foi lançado a partir do cubesat PUCP-Sat-1.



FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita. 25/11/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=foguete-russo-bate-recorde-satelites-colocados-orbita. Capturado em 30/11/2013. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

SWARM: satélites em formação vão estudar escudo magnético da Terra.

Escudo magnético da Terra
Os três satélites da missão Swarm, da Agência Espacial Europeia (ESA) foram lançados com sucesso por um foguete russo Rockot, depois de um atraso de várias semanas por problemas técnicos.
Durante quatro anos, os três satélites vão monitorar o campo magnético da Terra, das profundezas do núcleo do nosso planeta até a alta atmosfera.
A expectativa é que a missão ofereça uma visão sem precedentes do funcionamento do escudo magnético que protege a nossa biosfera de partículas carregadas vindas do espaço e da radiação cósmica.
Seus instrumentos farão medições precisas para avaliar oscilações no escudo magnético terrestre e detectar sua contribuição para as mudanças climáticas globais.

Os três satélites foram lançados em um único foguete - a dupla inferior iniciou seu voo separada por poucos centímetros. [Imagem: ESA/ATG Medialab]

Satélites em formação
Os três satélites vão voar em formação - Swarm significa enxame, ou cardume.
Dois deles vão voar lado a lado, a cerca de 150 km um do outro, na altura do Equador, a uma altitude inicial de 460 km.
O satélite superior completa o trio, a uma órbita de 530 km.
Os satélites Swarm são a quarta missão de Exploração da Terra da ESA, seguindo-se aos CryoSat, GOCE e SMOS - todas missões que expandiram o conhecimento da Terra e do seu ambiente.


Campo magnético da Terra
 O campo magnético da Terra e as correntes elétricas ao redor do planeta geram forças complexas cujo impacto na biosfera ainda não é bem compreendido. [Imagem: ESA/ATG Medialab]

A missão irá investigar como o campo magnético se relaciona com o ambiente terrestre através dos cinturões de radiação e os seus efeitos próximo da Terra, incluindo a magnitude da energia transferida pelo vento solar para a atmosfera superior.
O campo magnético terrestre desempenha um papel essencial na proteção da biosfera ao gerar uma bolha em volta do nosso planeta que deflete as partículas carregadas - os chamados raios cósmicos - e as mantém nos cinturões radiação.
Desde 1980, missões têm mostrado que este campo está se enfraquecendo, o que poderá ser um sinal de que o polos magnéticos norte e sul estão começando a inverter - sabe-se que isto já aconteceu várias vezes durante os tempos geológicos.
Apesar de estas inversões demorarem normalmente milhares de anos para acontecer, um enfraquecimento da nossa proteção magnética poderia levar a um aumento no número de eventos que danificam os satélites em órbita ou avariam as redes de eletricidade e outros sistemas em terra.
A combinação de dados da nova missão com as anteriores também trará informações sobre as fontes do campo magnético no interior da Terra.
Isto inclui compreender como o campo magnético terrestre está relacionado com o movimento do ferro fundido no núcleo exterior, como a condutividade do manto está relacionada com a sua composição e como é que a crosta tem sido magnetizada ao longo das escalas geológicas.



FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. SWARM: satélites em formação vão estudar escudo magnético da Terra. 25/11/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=escudo-magnetico-terra. Capturado em 26/11/2013. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Balão com tecnologia nacional transmite internet de banda larga.

Pesquisadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) realizaram com sucesso um teste com um balão destinado a distribuir sinais de internet para comunidades distantes dos centros urbanos.
O projeto Conectar é uma das apostas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) para ampliar o acesso à rede mundial de computadores no país.
O balão, lançado a partir da base do INPE em Cachoeira Paulista (SP), levou a bordo um aparelho chamado ABBL - Aeróstato Brasileiro de Banda Larga (ABBL)
Equipado com transceptores, o balão foi elevado a 240 metros de altura, permanecendo ancorado, preso a um veículo.
O balão permite alcançar uma área de cobertura maior do que as torres de antenas convencionais, cobrindo um raio de até 50 km.
Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente da Telebrás, Caio Bonilha, acompanharam o teste.
A conexão gerada pelo balão permitiu a realização de duas teleconferências via Skype, uma a 2,5 quilômetros (km) e outra a aproximadamente 30 km do Inpe.


Tecnologia nacional
A qualidade da conexão foi elogiada pelo ministro Raupp. Ele ressaltou que, caso novos testes comprovem a eficácia e viabilidade do dispositivo, ele poderá ser uma importante ferramenta para a ampliação do acesso à internet no país.
"O sucesso deste primeiro teste evidencia que vale a pena investirmos em tecnologia nacional. Espero que o projeto continue avançando para que futuramente colabore para as regiões mais afastadas, como por exemplo, a amazônica, terem um eficaz sinal de internet", disse.
O ministro Paulo Bernardo, além de revelar sua torcida para que as pesquisas continuem avançando, enfatizou que a alternativa é bem vista pelo governo, pois não agride o meio ambiente. "Pelo que nos foi apresentado, essa é uma tecnologia totalmente limpa. Certamente esta opção é muito mais barata e versátil para atender regiões afastadas e até mesmo inóspitas", comentou.
"Os pesquisadores podem ter certeza que o governo continuará financiando alternativas tecnológicas que possam garantir uma maior qualidade de vida à população. Um grande exemplo é a nossa busca pela construção do satélite geoestacionário", frisou.
A próxima etapa do Conectar será a realização de uma série de estudos para tentar prolongar o período de suspensão do balão. Atualmente, o equipamento consegue armazenar um volume de gases suficiente para aproximadamente uma semana.


FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Balão com tecnologia nacional transmite internet de banda larga. 20/11/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=balao-tecnologia-nacional-transmite-internet-banda-larga. Capturado em 21/11/2013. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Radar inspirado em golfinhos localiza muito mais que peixes

Sonar dos golfinhos
Uma nova técnica de radar inspirada no sonar dos golfinhos promete inaugurar um novo capítulo no campo do rastreamento de vítimas de desastres naturais, além de várias outras aplicações.
Tim Leighton, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, ficou intrigado ao tentar entender como os golfinhos conseguem "enxergar" através das cortinas de bolhas que eles criam para aprisionar os peixes, facilitando sua captura.
"Fiquei pensando que os golfinhos não deveriam conseguir ver os peixes usando seus sonares no meio dessas nuvens de bolhas, a menos que fizessem algo muito inteligente, que os sonares fabricados pelo homem não conseguem fazer," conta ele.
De fato, o sonar dos golfinhos é tão eficiente porque envia dois pulsos em rápida sequência, algo que Leighton chamou de "sonar de pulsos gêmeos invertidos" (TWIPS:Twin Inverted Pulse Sonar).
A técnica usa um sinal que consiste em dois pulsos em rápida sucessão, um idêntico ao outro, mas com a fase invertida.
Os golfinhos têm uma capacidade natural para processar os dois sinais de forma a distinguir entre os peixes e a desordem representada pela cortina de bolhas na água.

Para detectar os sinais TWIPR, os pesquisadores usaram fios e um parafuso para construir uma antena de altíssima eficiência. [Imagem: University of Southampton]

Radar de pulsos gêmeos
O professor Leighton propôs então que a técnica TWIPS - que é uma técnica de sonar - poderia ser aplicada a ondas eletromagnéticas, o que significa que ela poderia também funcionar para um radar.
A equipe disparou então pulsos gêmeos invertidos de radar em direção a um alvo, uma antena dipolo com um diodo em seu ponto de alimentação, para distinguir o sinal da "desordem", representada por uma placa de alumínio e uma braçadeira enferrujada.
No teste, o pequeno alvo mostrou-se 100.000 vezes mais potente do que o sinal de desordem representado por uma placa de alumínio muito maior, de 34 por 40 centímetros.
Estava então criado o TWIPR, um radar de pulsos gêmeos invertidos.
Identificação e rastreamento
Como a antena-alvo com seu diodo mede 6 cm de comprimento, pesa 2,8 gramas, custa menos do que um euro e não precisa de baterias, Leighton deu-se conta de que havia desenvolvido um novo sistema de etiquetas de identificação e localização que é miniaturizado, leve e muito barato.
Essas etiquetas de radar - uma referência às etiquetas RFID - podem ser facilmente ajustadas para ressonâncias específicas, de modo a fornecer um identificador único para um pulso TWIPR.
Elas poderão ser usadas para rastrear animais, em infraestrutura (dutos e conduítes embutidos, por exemplo) e por seres humanos que entram em áreas de risco, sejam eles mineiros entrando para o trabalho ou esportistas em uma estação de esqui.
Mas mesmo vítimas de soterramento que não estejam usando os marcadores poderão ser localizadas pelo método TWIPR, porque ele pode ser ajustado para procurar ressonâncias de telefones celulares, oferecendo a possibilidade de localizar vítimas mesmo quando seus celulares estiverem desligados ou as baterias sem carga.
"Além dessas aplicações, essa tecnologia pode ser ampliada para outras radiações, tais como o imageamento de ressonância magnética (MRI) e o LIDAR [radar de luz], que, por exemplo, detecta a não linearidade de processos de combustão, oferecendo a possibilidade da criação de sistemas de detecção de incêndios assim que eles começam," acrescentou o professor Leighton.
Bibliografia:

Radar clutter suppression and target discrimination using twin inverted pulses
T. G. Leighton, G. H. Chua, P. R. White, Kenneth F. Tong, Hugh D. Griffiths, David J. Daniels
Proceedings of the Royal Society A
Vol.: 469 2160 20130512
DOI: 10.1098/rspa.2013.0512



Fonte - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Radar inspirado em golfinhos localiza muito mais que peixes. 24/10/2013. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=radar-inspirado-golfinhos. Capturado em 25/10/2013.