quarta-feira, 3 de outubro de 2012

USP lança cinco canais de TV pela internet


Canais da TV USP
A USP (Universidade de São Paulo) lançou cinco canais de televisão online simultâneos em seu sistema de TV pela internet, a IPTV USP.
A IPTV (sigla de Internet Protocol Television) da USP funcionava em caráter experimental desde 2007 com a transmissão de eventos como palestras, conferências e encontros, além de disponibilizar um acervo de vídeos feitos sob demanda.
Essas modalidades permanecem e acrescentam-se os novos canais, que serão Arte e Cultura, Saúde, Ciência, Tecnologia e TV USP.
Todo o conteúdo será aberto, gratuito e irrestrito, exceto alguns vídeos voltados a disciplinas específicas, como, por exemplo, uma cirurgia em que a identidade do paciente deve ser preservada.
A nova plataforma suporta até 100 mil acessos simultâneos. Todos os vídeos estarão disponíveis para download.
Aulas online
Com os cinco anos da fase experimental, o acervo da TV online da USP já reúne uma biblioteca de mais de sete mil vídeos, contando ainda com uma integração ao Portal e-Aulas, que coloca à disposição do público videoaulas de professores da universidade.
Parte dessas aulas serão transmitidas nos canais durante a programação diária, respeitados os critérios de interesse e complexidade.
As disciplinas devem ser "interessantes para o público geral e não tão difíceis de entender, para que o conteúdo não fique restrito aos acadêmicos. Temas como astronomia, artes e saúde, são temas de interesse de todos e que podem ser facilmente compreendidos", explica o professor Gil da Costa Marques, coordenador do projeto.
Todos os canais terão programação 24 horas por dia, sendo que novos conteúdos serão gerados a cada 6 ou 8 horas, dependendo do canal.
Canais da TV pela internet
Algumas unidades terão papel de destaques em alguns deles. O canal "Saúde", por exemplo, será gerenciado pela Faculdade de Medicina (FMUSP) e conterá programas como "conheça o SUS", "saúde e mistérios" e "dia a dia com a saúde".
Já o canal "Arte e Cultura" será gerido pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e terá uma produção diária inicial de seis horas. Nele estão presentes manifestações de artes cênicas, artes visuais, audiovisual, informação cultural e memória, jornalismo, e música, entre outros temas.
O canal "Tecnologia" terá forte contribuição da Escola Politécnica e conta em sua grade com programas como "história da tecnologia" e "princípio de funcionamento de equipamentos".
O canal "Ciências" é um dos mais abrangentes e terá duas horas de aulas (do Portal e-Aulas) diárias, além da produção que inclui "história da ciência", "biografias" e "esclarecimentos sobre desenvolvimentos científicos recentes".
O endereço da TV da USP pela internet é www.iptv.usp.br

FONTE SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. USP lança cinco canais de TV pela internet. 25/09/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=canais-tv-pela-internet-usp. Capturado em 03/10/2012. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Brasil terá geração distribuída de energia Fotovoltaica


Energia solar no varejo
O Brasil não verá surgirem, tão cedo, grandes "fazendas" de captação de energia solar para geração centralizada de eletricidade, como as que já existem nos Estados Unidos, Ucrânia, China e, principalmente, na Alemanha.
A geração fotovoltaica - pela qual a luz do Sol é convertida diretamente em energia elétrica - deve ganhar espaço na matriz brasileira nos próximos anos, mas de modo mais sutil.
De acordo com Roberto Meira Júnior, coordenador-geral de Fontes Alternativas e Renováveis do Ministério das Minas e Energia (MME), "a previsão [no Brasil] é adotar o modelo de geração distribuída", no qual os painéis fotovoltaicos são instalados nos telhados de casas ou outros tipos de edifício, gerando eletricidade de baixa ou média tensão que é, então, inserida na rede, e não o modelo de geração centralizada, no qual grandes áreas de solo são cobertas por painéis solares.
"A energia fotovoltaica vai acontecer no Brasil", disse ele, ao falar durante o 4º Congresso Brasileiro de Energia Solar e 5ª Conferência Latino-Americana da Sociedade Internacional de Energia Solar, evento realizado no Memorial da América Latina na última semana. "Mesmo porque, a lei exige a diversificação das fontes. Mas a mesma lei também exige modalidade tarifária, e a fotovoltaica impacta na tarifa".
Meira Júnior disse ainda que o governo não pretende realizar, por ora, um leilão para compra de energia fotovoltaica, embora acrescentando que algo assim poderá ocorrer no "médio prazo", sem dar mais detalhes.
Custos e China
Números apresentados durante o evento por Juarez Lopes, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), indicam que, enquanto a geração solar centralizada ainda se mostra cara demais para a realidade brasileira, com um custo estimado de R$ 300 a R$ 400 por megawatt-hora - ante cerca de R$ 100 cobrados, hoje, pela energia eólica - a geração distribuída já pode ser economicamente compensadora em algumas partes do Brasil.
Conclusão semelhante foi apresentada por Ricardo Rüther, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Tanto Lopes quanto Rüther, no entanto, apontaram algumas dificuldades para que o cenário de geração distribuída se consolide no País.
Mesmo reconhecendo as vantagens naturais do Brasil para a adoção desse tipo de geração elétrica, como a alta incidência de luz solar ao longo de todo o ano em vários Estados e a abundância do silício, matéria-prima dos coletores solares, Lopes falou do desafio que a produção de insumos para a geração fotovoltaica representa para a política industrial brasileira: "A China produz 32 vezes mais painéis do que consome. O governo está interessado em desenvolver a indústria nacional, o que é difícil, porque a China tem a capacidade de produzir muito, e produzir barato".
Ele também disse que a instalação de geradores fotovoltaicos domésticos, hoje, só seria interessante para pouco mais de 2% dos domicílios nacionais, que são os que consomem eletricidade em quantidade suficiente para viabilizar a instalação do sistema. "O brasileiro, em média, ainda consome muito pouca eletricidade", afirmou.
Melhor que poupança
Rüther, por sua vez, apresentou dados de uma tese de doutorado que sugerem que, para uma residência de Belo Horizonte, pode ser mais vantajoso, em termos econômicos, investir dinheiro num sistema fotovoltaico - e colher a economia na conta de luz - a deixá-lo rendendo juros na caderneta de poupança.
Mesmo assim, o pesquisador da UFSC apontou obstáculos ao uso da energia fotovoltaica no Brasil, como a legislação atual do setor energético e a necessidade de financiamento para o capital necessário à montagem dos sistemas fotovoltaicos em imóveis residenciais ou comerciais.
Fernando Ramos Martins, pesquisador do Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ao lado do colega do Inpe Enio Bueno Pereira e de dois pesquisadores da Universidade de Oldenburgo, na Alemanha, apresentou alguns trabalhos sobre a importância estratégica da meteorologia com o aumento do uso do sol e do vento na matriz energética, comentou com a reportagem o que acredita estar faltado para que o Brasil decole no setor da energia solar: "Precisamos de mais mão-de-obra qualificada".

FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Brasil terá geração distribuída de energia fotovoltaica. 28/09/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=geracao-distribuida-energia-fotovoltaica. Capturado em 03/10/2012. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cartilha gratuita dá dicas de segurança em redes sociais.


Sociabilidade segura
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), lançou um fascículo e slides com dicas de segurança recomendadas para usuários de redes sociais.
Assim como a cartilha completa, o fascículo é ilustrado e está disponível também em formato PDF.
Para facilitar a discussão do assunto, o material é acompanhado por slides, licenciados sob Creative Commons, e pode ser usado livremente para divulgar sugestões e boas práticas.
O objetivo é mobilizar escolas, educadores e pessoas interessadas para que divulguem o material entre crianças e adolescentes.
De acordo com o CERT.br, esse público é parte da audiência dos sites de redes sociais e é importante que seja orientado para fazer o melhor uso das ferramentas, sem colocar em risco a privacidade e a segurança.

Riscos e cuidados
"O acesso às redes sociais faz parte do cotidiano de grande parte da população e, para usufruir plenamente delas, é muito importante que os usuários estejam cientes dos riscos que elas podem representar e possam, assim, tomar medidas preventivas para evitá-los", disse Miriam von Zuben, analista de Segurança do CERT.br.
A cartilha e fascículo podem ser obtidos nos endereços http://cartilha.cert.br/fasciculos ehttp://cartilha.cert.br.

FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Cartilha gratuita dá dicas de segurança em redes sociais. 04/09/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cartilha-dicas-seguranca-redes-sociais. Capturado em 14/09/2012. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tinta de caneta coloca 10 vezes mais energia em Supercapacitores


Supercapacitores
Um supercapacitor de fibras de carbono soa como algo pleno em tecnologia.
E é. Mas o mais surpreendente é o material e a técnica usados para fabricar uma nova versão superpotente desse já potente acumulador de energia: tinta de caneta comum.
Supercapacitores são dispositivos que armazenam energia, como as baterias, mas podem liberá-la toda praticamente de uma vez só.
Isso é muito útil para equilibrar a carga nas redes de distribuição elétrica, mas também poderá fazer a diferença na aceleração dos carros elétricos.
Como são flexíveis e podem ser fabricados em qualquer formato, os supercapacitores poderão ser úteis também para armazenar energia na lataria dos carros, em vez de em pesadas baterias.

A fibra lisa de carbono (b) ganha uma enorme área superficial com a adição da tinta (c). [Imagem: Fu et al./Advanced Materials]



Área da tinta
Yongping Fu e seus colegas da Universidade de Pequim, na China, tornaram essas possibilidades ainda mais promissoras ao constatar que a tinta comum de caneta é rica em nanopartículas de carbono, perfeitas para armazenar energia.
Como são minúsculas, elas resultam em eletrodos de carbono com uma área superficial disponível para armazenar energia que chega aos 27 metros quadrados por grama de tinta.
Os pesquisadores chineses construíram seu supercapacitor usando a tinta para colorir finíssimas fibras de carbono.
Para aumentar ainda mais a densidade, as fibras foram aglomeradas usando um espaçador em formato de parafuso para mantê-las afastadas umas das outras.
Depois de acrescentar o eletrólito, tudo foi empacotado em um invólucro plástico flexível. O novo supercapacitor de tinta de caneta consegue armazenar 10 vezes mais energia do que os supercapacitores de fibras de carbono comuns, sem a tinta.

Energia portátil
Enquanto as baterias armazenam energia em íons carregados, separados de seus parceiros químicos no eletrodo negativo, os supercapacitores utilizam o fluxo de corrente para forçar os elétrons diretamente de um eletrodo para outro, criando um potencial elétrico que pode ser aproveitado posteriormente. 
É por isso que eles podem liberar a energia tão rapidamente.
Com a miniaturização e o ganho de potência, os pesquisadores chineses afirmam que a tecnologia logo poderá ser utilizada para substituir as baterias em aparelhos portáteis.


Bibliografia:
Fiber Supercapacitors Utilizing Pen Ink for Flexible/Wearable Energy Storage
Yongping Fu, Xin Cai, Hongwei Wu, Zhibin Lv, Shaocong Hou, Ming Peng, Xiao Yu, Dechun Zou
Advanced Materials
Vol.: Article first published online
DOI: 10.1002/adma.201202930




FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Tinta de caneta coloca 10 vezes mais energia em supercapacitores. 08/09/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tinta-caneta-supercapacitores. Capturado em 11/09/2012. 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Antena de 1mm aumenta velocidade do Wi-Fi em 200 vezes




Miniantena

Engenheiros de Cingapura criaram uma antena supercompacta, de alto desempenho, capaz de suportar um tráfego de dados 200 vezes maior do que a tecnologia Wi-Fi atual.
A antena é totalmente baseada na tecnologia do silício, o que significa que ela está pronta para ser incorporada nos aparelhos em fabricação.
Segundo os pesquisadores, a antena permitirá, além do aumento da potência, a miniaturização dos aparelhos.
Medindo 1,6 mm x 1,2 mm, ela custa o equivalente a um terço das antenas atuais, mesmo sendo centenas de vezes mais eficiente.
Operando na faixa de 135 GHz, a antena consegue suportar uma velocidade de transferência de dados de 20 Gbps - 200 vezes mais rápido do que o Wi-Fi - o padrão 802.11 suporta dados na faixa dos 100 Mbps.
Segundo os pesquisadores, isto viabilizará a recepção de conteúdos de multimídia, como filmes, apresentações online, teleconferência e entretenimento.

Medindo 1,6 mm x 1,2 mm, a miniantena custa o equivalente a um terço das antenas atuais, mesmo sendo centenas de vezes mais eficiente.[Imagem: AStar]



Antena espiral em cavidade
A tecnologia é conhecida como antena espiral em cavidade, ou CBS (cavity-backed slot).
"Preenchendo a cavidade da antena com polímero, em vez de ar, nós obtivemos uma superfície plana que pode ser processada pela tecnologia padrão," disse o Dr. Hu Sanming, do Instituto de Microeletrônica AStar.
Para demonstrar que a antena funciona em termos práticos, os pesquisadores deram um passo adicional, e integraram-na com os circuitos adicionais para tornar o dispositivo inteiramente contido em um invólucro único, adequado para a fabricação em massa.

FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Antena de 1mm aumenta velocidade do Wi-Fi em 200 vezes. 04/09/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antena-wi-fi. Capturado em 04/09/2012. 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Internet em casa com fibras Ópticas

Universidades e empresas demonstraram que a arquitetura funciona. Agora eles partirão para os primeiros testes reais de campo. [Imagem: Sardana Project]



Sonho internético
Internet extremamente rápida, conexões mais robustas e um grande aumento na capacidade da rede, mesmo em áreas rurais, tudo com custo baixo.
É o tipo de fantasia que mantém os executivos das empresas de telecomunicações e os usuários da internet sonhando acordados ... até agora.
Uma nova tecnologia de fibras ópticas desenvolvida por um consórcio europeu promete tudo isso e muito mais.
O grupo de engenheiros de universidades, institutos de pesquisa, fornecedores de equipamentos e operadores de telecomunicações se uniu em torno do projeto SARDANA (Scalable advanced ring-based passive dense access network architecture).

Internet a velocidade da luz
O objetivo era desenvolver técnicas pioneiras para melhorar drasticamente a escalabilidade e a robustez das redes de fibras ópticas.
O grupo estava especialmente interessado em viabilizar a chegada das fibras ópticas até as residências, escritórios e empresas.
O projeto demonstrou a viabilidade de velocidades de conexão de até 10 Gigabits por segundo (Gbps) - cerca de 2.000 vezes mais rápido do que a maioria das conexões à internet de hoje.
Mais importante para que isso se torne uma realidade, os pesquisadores mostraram que tais velocidades podem ser atingidas com um custo extra relativamente modesto, usando a infraestrutura de fibras ópticas já existente e componentes já disponíveis no mercado.

Redes ópticas passivas
As redes de fibras ópticas que chegam até as residências (fibre-to-home networks), também conhecidas como redes ópticas passivas, têm uma estrutura em árvore, com o papel de raiz desempenhado por uma central de comutação.
O termo "passivo" refere-se à utilização de divisores ópticos que não precisam de energia adicional para funcionar.
Da central, um grosso tronco principal de cabos se espalha em ramos cada vez mais finos, até que uma única fibra chegue até as casas ou empresas.
As redes passivas convencionais usam o protocolo TDM (Time Division Multiplexing), um método de multiplexação no qual os sinais são transferidos de forma aparentemente simultânea, como sub-canais em um canal de comunicação. Mas, na realidade, eles estão fisicamente se revezando no canal.
Na prática, isso significa que uma conexão de 5 Gbps no escritório central pode se transformar em uma conexão de 30 Mbps na casa ou empresa do cliente. Pior do que isso é que a banda de subida, que transmite os dados do cliente para a internet, é apenas uma fração disso.

De árvores a anéis
Os pesquisadores do projeto Sardana estão propondo uma abordagem diferente e totalmente nova, permitindo não apenas conexões muito mais rápidas, mas também maiores capacidade e robustez.
Em vez de uma única grande árvore, eles estão propondo usar várias árvores menores ramificando até os usuários finais a partir de um anel principal.
O anel transmite os sinais bidirecionalmente a partir da central utilizando o protocolo WDM (Wave Division Multiplexing), uma tecnologia de multiplexação que permite o transporte simultâneo de diferentes sinais na mesma fibra óptica, utilizando diferentes comprimentos de onda de laser - lasers de várias cores.
Em nós remotos ao longo do anel, os sinais são separados em árvores de fibras únicas que irão até as residências e empresas, utilizando a tecnologia TDM.
A abordagem do anel bidirecional aumenta a robustez da rede, porque se o cabo for interrompido em qualquer ponto no anel WDM, o sinal continuará chegando até os usuários finais pelo outro lado. Ele também resulta em aumentos maciços na velocidade de conexão.
Embora ainda em fase experimental, se implantada comercialmente, a tecnologia marcaria um grande salto no desempenho das redes totalmente ópticas, solucionando um dos maiores desafios atualmente enfrentados pelos prestadores de serviços e pelos consumidores: maior velocidade e segurança na manutenção dos sinais.

FONTE SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Internet em casa com fibras ópticas. 30/07/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=internet-casa-fibras-opticas. Capturado em 31/07/2012. 

sábado, 28 de julho de 2012

INPE apresenta sistema de propulsão de satélites feito no Brasil


O subsistema de propulsão foi desenvolvido para a PMM, a Plataforma Multimissão, a base de satélites criada pelo INPE para uso no Amazônia-1 e no satélite de pesquisas Lattes.[Imagem: INPE]



Propulsão nacional
O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apresentou nesta segunda-feira o primeiro subsistema de propulsão para satélite desenvolvido no Brasil.
O equipamento, usado na correção de atitude e elevação de órbita dos satélites, operações comuns durante toda sua vida útil, deverá equipar o satélite Amazônia-1.
O subsistema de propulsão foi desenvolvido em parceria com a empresa Fibraforte para a PMM, a Plataforma Multimissão, a base de satélites criada pelo INPE para uso no Amazônia-1 e no satélite de pesquisas Lattes.
A PMM está sendo construída por um consórcio de empresas privadas, sob a coordenação do INPE.
Inicialmente serão construídos dois modelos idênticos, um de qualificação e o outro para voo no satélite.
Qualificação
O modelo de qualificação do subsistema de propulsão já passou pela sequência de testes que reproduzem todo os tipos de esforços durante o lançamento, além do ambiente hostil em que um satélite deve operar.
No Laboratório de Integração e Testes (LIT), em São José dos Campos, foram realizados os testes de vibração, termovácuo, alinhamento e vazamento.
Já no Banco de Testes com Simulação de Altitude (BTSA), em Cachoeira Paulista, aconteceu o teste de tiro real sob vácuo, que simula manobras em órbita. Todos os testes foram aprovados na etapa de qualificação.
"Como os testes foram realizados pela primeira vez em um subsistema de propulsão, os laboratórios tiveram adaptações em suas estruturas. O BTSA, que integra o Laboratório de Combustão e Propulsão, obteve investimentos para adaptações e melhorias", conta Heitor Patire Júnior, pesquisador do INPE que é o responsável técnico do projeto.
Nacionalização
Alguns equipamentos que fazem parte do subsistema de propulsão ainda foram importados por não haver produto similar no país - cerca de 60% dos equipamentos necessários para a construção de todo o satélite serão importados.
No caso do sistema de propulsão, a Fibraforte desenvolveu propulsores, válvulas de enchimento e dreno de combustível e gás pressurizante, tubulação e a própria estrutura e suportes do subsistema.
"Pelo INPE está sendo desenvolvido o catalisador que abastece os propulsores (onde o combustível sofre reação química gerando a propulsão nos motores), todo o processo de soldagem da tubulação que transporta o combustível entre o tanque e os propulsores, além do treinamento das equipes de vários laboratórios envolvidos nesse desenvolvimento", explicou Heitor.
Para os próximos satélites, a Fibraforte pretende desenvolver também o tanque de propelente. Com mais esse passo, sistemas de propulsão para controle de órbita e atitude de satélites estarão livres de barreiras de importação por sensibilidade tecnológica.
"Os novos desenvolvimentos relacionados ao subsistema de propulsão podem levar o país a ser autossuficiente em todos os equipamentos que hoje são importados, levando ao crescimento da nossa indústria aeroespacial", disse o pesquisador.

Impulso espacial
Há poucos dias, o IPEA, um órgão de pesquisas do governo, argumentou que o programa espacial brasileiro precisa de foco, enquanto a quase totalidade dos especialistas concorda que o que está faltando é investimento, para manter operacionais as empresas que desenvolvem tecnologias, a exemplo do modelo adotado pela NASA, nos Estados Unidos.
Há uma grande expectativa do setor com a criação da Visiona, uma empresa fruto da parceria público-privada entre a estatal Telebras e a privatizada Embraer.
O modelo da Visiona foi desenhado pelo ministro Marco Antônio Raupp no ano passado, quando ela presidia a Agência Espacial Brasileira (AEB), focado no desenvolvimento do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).
Conforme acordos internacionais, o Brasil tem até 2014 para colocar o SGB em órbita.
O pesquisador do INPE afirmou temer que a nova empresa acabe importando muitos componentes e não utilize a capacitação do INPE. Contudo, há planos para a fusão entre a AEB e o INPE.


FONTE SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. INPE apresenta sistema de propulsão de satélites feito no Brasil. 17/07/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=sistema-propulsao-satelites-brasil. Capturado em 28/07/2012. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

NASA vai procurar portais magnéticos em torno da Terra

As cinco sondas espaciais da missão MMS vão procurar os portais magnéticos, ou Pontos-X, que se espalham em torno de toda a Terra. [Imagem: NASA]




Pontos-X
Os "portais" estão entre os temas favoritos da ficção científica.
Portais seriam aberturas extraordinárias, no espaço ou no tempo, permitindo conectar os viajantes a reinos distantes distantes e inalcançáveis mesmo pelas naves imaginárias das histórias e dos filmes.
Um bom portal seria como um atalho, uma porta para o desconhecido - se eles realmente existissem...
Acontece que um tipo especial de portal de fato existe, e um pesquisador da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, financiado pela NASA, acaba de descobrir como encontrá-los.
"Nós os chamamos de pontos-X, ou regiões de difusão de elétrons," explica o físico Jack Scudder.
"São lugares onde o campo magnético da Terra se conecta ao campo magnético do Sol, criando um caminho ininterrupto que conecta nosso próprio planeta à atmosfera do Sol, a 149 milhões de quilômetros de distância," explica ele.
Portais magnéticos
As observações das sondas espaciais Themis, da NASA, e Cluster, da ESA, sugerem que estes portais magnéticos abrem e fecham dezenas de vezes por dia.
Eles estão localizados a algumas dezenas de milhares de quilômetros da Terra, onde o campo geomagnético encontra o vento solar.
A maioria dos portais magnéticos é pequena e de curta duração, mas alguns são enormes e sustentados.
Toneladas de partículas energéticas podem fluir através das aberturas, aquecendo a atmosfera superior da Terra, causando tempestades geomagnéticas e belíssimas auroras polares.
A NASA já tinha nos planos uma missão, chamada "MMS" (Magnetospheric Multiscale), para estudar o fenômeno.
Serão quatro sondas voando em formação, dotadas de detectores de partículas energéticas e sensores magnéticos, para tentar rastrear os portais magnéticos e tentar estudá-los.
Mas ainda restava um problema: como encontrar esses portais magnéticos, invisíveis e extremamente fugazes.
Foi esse enigma que o Dr. Scudder acabou de solucionar.

Agora os cientistas não vão mais ficar procurando a esmo pelos portais magnéticos; eles já sabem exatamente como encontrá-los. [Imagem: NASA]

Mapa do portal
Apesar de invisíveis e instáveis, os portais magnéticos possuem uma espécie de "poste de sinalização", segundo o pesquisador, um conjunto de indicadores que indica seu endereço com precisão.
Os portais se formam através de um processo chamado reconexão magnética, mesclando linhas de força magnéticas do Sol e da Terra, que se cruzam e se juntam para criar as aberturas.
"Os pontos-X são onde ocorrem os cruzamentos. A súbita junção de campos magnéticos pode impulsionar jatos de partículas carregadas a partir de cada ponto-X, criando uma 'região de difusão eletrônica'," explica o pesquisador.
Usando dados da sonda espacial Polar, que estudou a magnetosfera terrestre nos anos 1990, Scudder conseguiu identificar diversos pontos-X, que nunca haviam sido "vistos" aparentemente porque ninguém havia procurado por eles.
"Usando dados da missão Polar, encontramos cinco combinações simples de campos magnéticos e partículas energéticas que nos dizem quando estamos defronte um ponto-X, ou uma região de difusão de elétrons. Uma única nave, com os instrumentos adequados, pode fazer essas medições e encontrar um portal," explica.
Naves em alerta
Isto significa que cada uma das sondas da constelação MMS poderá encontrar portais e, tão logo localize um, alertar as outras naves da constelação.
Como são linhas magnéticas que se estendem pelo espaço, é importante efetuar medições de vários pontos, a fim de compreender a abertura dos portais e como funciona a aceleração das partículas que entram por eles, comparando sua trajetória e velocidade com a trajetória e velocidade de partículas que seguem a rota "normal", fora do portal.
A fórmula para calcular o "CEP dos portais magnéticos" também significa que, em vez de ficar anos tentando localizar os portais, a missão MMS poderá começar a estudá-los tão logo chegue ao espaço, o que deverá acontecer em 2014.
É um roteiro digno dos melhores portais da ficção científica, só que, neste caso, os portais são reais.


FONTE SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. NASA vai procurar portais magnéticos em torno da Terra. 10/07/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=portais-magneticos. Capturado em 24/07/2012. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ontem foi decepcionante ver o programa O Maior Brasileiro este exibido no SBT, não pelo programa em si e sim pelas escolhas assim efetuada. Infelizmente as pessoas colocam Luan Santana a frente de muitos baluartes que assim fizeram e continuam fazendo história em nosso Brasil. 
Nosso real patrono Padre Landell de Moura ficou em 91ºQuando é que as pessoas vão acordar e começar a dar valor a quem de fato faz pelo nosso pais, nada contra a este cantor mas colocar ele a frente de Landell de Moura de Maria da Penha ai é de mais!
Vamos acompanhar pois tenho certeza que o pior ainda esta por vir!!!




Nesta quarta (11), estreou no SBT o programa "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos".
Inicialmente, o projeto contou com votação dos telespectadores. Após chegar a meta de 1 milhão e 200 mil votos, a emissora passou a produzir a atração.
Para esta segunda fase, foi definida 100 personalidades mais votadas. A partir daí, haverá programas semanais, onde depois de várias eliminações será eleito "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos".
Sob comando de Carlos Nascimento, ontem foram apresentados 59 nomes. Os 41 restantes irão ao ar na semana que vem.
Com uma edição dinâmica, foi revelado os brasileiros da 100ª a 41ª colocação, alternando imagens de arquivo com depoimentos de convidados. Também houve apresentações musicais no palco, como de Ana Paula Valadão, Amado Batista e Jair Rodrigues.
O programa alcançou grande repercussão no Twitter. A cada nome divulgado, vários internautas comentavam, seja fazendo piada ou concordando com a escolha.
A hashtag "#OMaiorBrasileirodeTodososTempos" chegou ao topo dos Trending Topics Brasil e mundial, como o assunto mais citado durante várias horas.
Em termos de audiência, no ar das 23h30 à 00h57, a estreia de "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos" garantiu o segundo lugar ao SBT. De acordo com dados consolidados do Ibope na Grande SP, foram 6,2 pontos de média, contra 23,3 da Globo, 5,8 da Band e 4,6 da Record.
 
Confira a lista dos nomes já divulgados:
100º Maria da Penha
99º Jô Soares
98º Vital Brazil
97º Ana Paula Valadão
96º Roberto Justus
95º Itamar Franco
94º Ronald Golias
93º Jorge Amado
92º Romário
91º Padre Landell de Moura
90º Anderson Silva
89º Tom Jobim
88º Cazuza
87º William Bonner
86º Amado Batista
85º Chacrinha
84º Chico Buarque
83º Joelma
82º Ronaldinho Gaúcho
81º Datena
80º Sócrates
79º Político não revelado, por estar disputando as Eleições Municipais
78º Fernando Collor de Mello
77º Marcos Pontes
76º Luís Carlos Prestes
75º Claudia Leitte
74º Lampião
73º Garrincha
72º Michel Teló
71º Lua Blanco
70º Marechal Rondon
69º Antônio Ermírio de Moraes
68º Duque de Caxias
67º Monsenhor Jonas Abib
66º Carlos Chagas
65º Reynaldo Gianecchini 
64º Ulisses Guimarães
63º Dedé, jogador do Vasco da Gama
62º Mazzaropi
61º Zico
60º Padre Marcelo Rossi
59º Marcos, ex-goleiro do Palmeiras
58º Roberto Marinho
57º Monteiro Lobato
56º Hebe Camargo
55º Paulo Freire
54º Missionário R.R. Soares
53º Zumbi dos Palmares
52º Carlos Drummond de Andrade
51º Paiva Neto
50º Rogério Ceni, goleiro do São Paulo
49º Gugu Liberato
48º Tiririca
47º Leonel Brizola
46º Raul Seixas
45º Visconde de Mauá
44º Elis Regina
43º Ivete Sangalo
42º Luan Santana
41º Machado de Assis

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Labre RJ comemorando om QSL Rio+20


Nos dias 20, 21 e 22 de Junho/2012, a LIGA DE AMADORES BRASILEIROS DE RADIO EMISSÃO - LABRE-RJ estará no ar com seu indicativo PY1AA, no grande evento da ONU no Brasil RIO+20. Quem fizer contatos durante este período estará recebendo um Cartão QSL comemorativo.


BANDAS - 80, 40, 20, 15, 10 metros


MODO - CW, SSB, Digitais 


QSL Via PY1AA - bureau ou direta SASE.


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terça-feira, 19 de junho de 2012

NASA: asteroide pode atingir a Terra em 2040


2011 AG5
Em uma nota confusa divulgada nesta sexta-feira, mostrando um claro conflito entre o desejo de não causar alarme e a necessidade de ater-se com fidelidade às informações disponíveis, a NASA anunciou os resultados das observações do asteroide 2011 AG5.
As observações feitas até o momento indicam que há uma pequena chance de que o asteroide 2011 AG5, descoberto em janeiro de 2011, atinja a Terra em 2040, diz a nota, embora a manchete no site da NASA diga o contrário.
Mas a pequena chance de impacto foi consensual entre os participantes de um encontro internacional promovido pela NASA para discutir as observações do asteroide feitas por astrônomos de todo o mundo, usando telescópios terrestres e espaciais.
O 2011 AG5 mede 140 metros de diâmetro.
Segundo a agência espacial, é provável que as observações ao longo dos próximos 4 anos reduzam a probabilidade do impacto para menos de 1%.

A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]



Buraco de fechadura
O nível de risco vai ganhar ainda mais clareza em 2023, quando o asteroide chegará a aproximadamente 1,8 milhão de quilômetros da Terra.
A expectativa será se, em Fevereiro de 2023, o 2011 AG5 passará ou não através de uma região no espaço que os astrônomos chamam de "buraco de fechadura", medindo 365 quilômetros de diâmetro.
Se ele passar por essa região, a atração gravitacional da Terra poderá influenciar a órbita do asteroide o suficiente para trazê-lo de volta para uma rota de colisão, que ocorreria em 05 de fevereiro de 2040.
Se o asteroide não passar pelo buraco da fechadura, um impacto em 2040 será descartado.
"Dado o nosso entendimento atual da órbita deste asteroide, há apenas uma chance muito remota de que esta passagem pelo buraco de fechadura ocorra," disse Lindley Johnson, do programa NEO, da NASA (Near-Earth Object Observation, observação de objetos próximos à Terra).

Estado de atenção
"Embora haja um consenso geral de que há apenas uma chance muito pequena de que poderíamos estar lidando com um cenário de impacto real para este objeto, continuaremos atentos e prontos para tomar medidas se as observações adicionais indicarem que ele está garantido," disse Johnson.
Vários anos atrás, um outro asteroide, chamado Apophis, foi considerado uma ameaça, com uma possibilidade de impacto semelhante prevista para 2036.
Observações adicionais, feitas entre 2005 e 2008, cientistas da NASA refinaram seus cálculos da trajetória do asteroide, mostrando uma probabilidade significativamente reduzida de um impacto com a Terra.
Embora os cientistas esperem que o mesmo ocorra com o 2011 AG5, eles reconhecem a pequena chance de que as probabilidades calculadas aumentem com os resultados das observações a serem feitas entre 2013 e 2016.
De acordo com os especialistas que participaram do evento, mesmo se essas chances aumentarem, haverá tempo suficiente para planejar missões para mudar o curso do asteroide.



FONTE - SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. NASA: asteroide pode atingir a Terra em 2040. 16/06/2012. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-asteroide-atingir-terra-2040. Capturado em 19/06/2012.